15 de set de 2013

Visitem-nos!

Olá! Sei que desaparecemos, mas tem um motivo!
O blog estava ficando com os posts muito diferentes, pois mesmo nós três sendo muito amigas, temos gosto diferentes. O tempo passou e por mais que fosse triste deixar a zona de conforto, decidimos cada uma criar um blog, então os links estão aqui:

Espero que gostem e nos acompanhem, beijos!

31 de mai de 2013

Citando: Paulo Mendes Campos.

Olá! Deixa eu contar uma pequena historinha...
Quarta-feira, dia de prova, mais exatamente Português e Geografia. 14h00 e a prova começou. Fui primeiro na Geografia e depois passei pra Português. Cheguei a conclusão que a pior coisa que eu fiz foi não ter estudado. E nem é porque eu não sabia, mas o primeiro texto me quebrou. Não que eu não seja boa em interpretação, eu até gosto. Mas a prova inteira estava falando de amor, e tinha até um poema muito bonito do Carlos Drummond de Andrade. E aquele primeiro texto, foi tocante. Me identifiquei, primeiramente porque ele foi escrito bem no estilo que eu gosto de escrever, então ficou pessoal e eu me vi escrevendo-o. Enfim, decidi postá-lo aqui, espero que gostem! (E que minha nota seja boa...)

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba."

                                                                                 - Paulo Mendes Campos (1922-1991)

25 de mai de 2013

Aperta o play!

Olá! Eu ia postar um texto, mas olha deixei o caderno na escola... Então ai está uma playlist básica. Deixando claro que esse primeiro vídeo não é a melhor versão dessa música mas amei o que ele diz "Esta é uma música sobre sentir-se mal e sentir-se melhor." Enfim, espero que gostem. Beijos.



11 de mai de 2013

Fotos: Final de Abril/Começo de Maio.


Olá! Percebi o quanto de fotos eu tirei desde o final de abril e decidi postá-las aqui. Umas já estão até no meu Instagram, outras não... Vejam:



No dia 26 de abril, a Cruz Peregrina da Jornada Mundial da Juventude passou pela nossa cidade. Fizemos uma caminhada, saindo do colégio em direção a Igreja Matriz de São Sebastião. A Isabela me acompanhou, mas pena que tínhamos prova à tarde, então não deu para ficar e assistir à missa. 




Já no dia 28 foi a estreia de Homem de Ferro 3. Não tinha visto nenhum dos dois primeiros inteiro, mas sabia da história e sou apaixonada por ele (e por todos os outros) em Vingadores. ♥  Como era estreia ficamos mofando um pouquinho na fila, e a minha pipoca acabou antes do filme com começar. :/ Giulio, ops, Gian lindo né?





Na terça-feira, dia 29, fizemos uma excursão até o Instituto Nacional de Tecnologia (Inatel). Apesar da viagem ser longa, foi bem divertido e a faculdade parece ser muito boa. Estou só esperando a excursão para a PUC-RJ, e ai farei um post único. O prédio que aparece na foto é onde fica o teatro e a biblioteca. As meninas da foto são a Alice e a Bia. E adivinhem quem eu encontrei lá? Balotelli! Não, não, é só o Pedro.



Sábado passado li pela segunda vez O Pequeno Príncipe, que aliás, foi o começo do meu amor pela literatura. Continua perfeito, mas como é fininho não durou nem quatro horas... E o segundo é minha atual leitura, Desculpa Se Te Chamo de Amor, de Federico Moccia. No começo estava quase odiando, porque ele parece ser meio viajado, e é um pouquinho. Só que ontem cheguei na parte boa do livro e não consegui parar de ler! Pra que show do Jorge e Matheus quando se fica lendo até 3:30 da manhã? Assim que acabar de ler vou fazer um post sobre ele e sobre o filme que foi inspirado nele.





Já essa semana foi corrida. Semana de provas finais e entregas de trabalho. Na segunda gravação do trabalho (que era para quarta, nada em cima da hora...); na terça prova e estudar (ou ouvir Relicário, no meu caso); quarta TEATRO ♥ (como sempre estava atrapalhando a cena alheia)





Na quinta teve Bingo lá na escola, e eu amo bingo! Nunca ganho nada desde que vou lá, há uns seis anos. Mas dessa vez foi diferente. Passei a tarde com a Marielle, relembrando as quintas de 2012. E não é que ela deu sorte? Ganhei uma blusa, muito fofa, e foi ela quem tirou a pedra maior. Aliás, deve ter sido a blusa mais barata que já comprei, apenas R$ 7,00, haha. Aproveitei também e roubei umas fotinhos dela, mas só postarei essa... E ontem também foi seu aniversário.♥



Outras coisas boas da semana foram o clipe de "Come & Get It", onde a Selena não poderia estar mais linda! ♥ E também desenterrei meu caderno. Não pego muito nele, primeiro pois tenho pena de usar aquelas folhas lindas, e segundo que tudo que está escrito nele causa uma nostalgia... Sempre me emociono ao ler os textos que escrevi no ano passado.


E para encerrar o post, a música tema da minha semana: Relicário - Cássia Eller & Nando Reis.


Beijinhos, (: